O foco principal deste blog é a leitura e escrita (como desenvolver as competências leitora e escritora) base para os nossos alunos. Uma das formas de se trabalhar a leitura e a escrita com nossos alunos é através de Sequências Didáticas. Por este motivo estou postando uma sequência didática que acredito ser muito interessante para se trabalhar com nossos estudantes.
Elaborada por Raphaela Ianaconi Di Dario; Wilma Ioli Ribeiro Silva; Clara Adriana; Karina Marin; Gisela; Cintia Fantini.
Sequência Didática
Série: 9° ano
Conhecimentos Prévios
- Discussão sobre o gênero “Conto”.
O que é um conto?
Algum de vocês já leu algum conto alguma vez?
Em quais veículos de publicação ele aparece?
Quais são os assuntos que geralmente são tratados nesse gênero?
- Discussão sobre a autora “Clarice Lispector”.
Alguém já ouviu falar ou conhece alguns textos da autora Clarice Lispector?
Quais os gêneros textuais que ela costuma produzir?
Vocês conhecem algum de seus textos? Qual?
- Exploração do título do texto “O primeiro beijo”.
O que vocês entendem por primeiro beijo?
Qual o significado que o primeiro beijo tem na vida dos adolescentes?
- Leitura do texto “o primeiro beijo” de Clarice Lispector.
Durante a leitura deverá haver alguns questionamentos para que o aluno realize hipóteses e inferências.
Questionamentos sobre interpretações do texto lido:
Ao iniciar a leitura do texto você imaginou que o primeiro beijo do garoto tivesse acontecido com uma estátua? Por quê?
Leia o seguinte trecho retirado do texto:
“Até que, vinda da profundeza de seu ser, jorrou de uma fonte oculta nele a verdade. Que logo o encheu de susto e logo também de um orgulho antes jamais sentido: ele...”
O que fez com o rapaz tivesse toda essa reação? Justifique sua resposta.
O primeiro beijo no texto teve uma função muito importante para o protagonista, qual foi essa função? Ela ocorre tanto para os meninos, quanto para as meninas? Justifique sua resposta.
- Discussão sobre o texto lido e questionar os alunos se conhecem textos ou músicas com o mesmo tema.
-Produção inicial.
O educador deverá também apresentar aos alunos o quadro “O beijo” de Gustav Klimt, pedir para que olhem atentamente para o quadro para que possam responder oralmente os questionamentos:
O quadro mostra um homem beijando uma mulher no rosto, esse beijo pode ser considerado o primeiro? Por quê?
A que época esse quadro se refere? Como chegaram a essa conclusão?
O que é mais marcante nesse quadro? Por quê?
O quadro revela sentimentos agradáveis referente ao beijo? Como chegaram a essa conclusão?
Em seguida, o educador deverá ler aos alunos o seguinte texto:
Gustav Klimt
(Viena, 1862-1918)
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1. Pede-se ao leitor que observe atentamente a reprodução de O Beijo. Trata-se do símbolo da união entre os dois sexos ou da descrição da concretização de um amor impossível? Repare-se que apesar de abraçadas, as duas personagens mantêm uma certa distância, como se não estivessem ligadas. A mulher limita-se a receber passivamente o beijo, com as mãos crispadas e os dedos dos pés pressionados contra o rochedo. As formas quadradas que ornamentam o homem e as circulares, que embelezam a mulher, serão um indício de antagonismo ou, pelo contrário, de complementaridade? Seja como for, uma subtil atmosfera erótica habita o quadro, sagrando a mais famosa obra de Gustav Klimt. Estes elementos presentes
2. Gustav Klimt nasceu nos arredores da capital austríaca, a 14 de Julho de 1862 podendo, portanto, contactar com o espírito de qualidade e diversidade cultural que Viena encarnava no limiar no séc. XX, espírito esse que se traduzia, forçosamente, num privilegiado fulcro para as diversas artes. Mas Viena hesita; hesita entre a modernidade e a tradição, entre a realidade e a utopia, entre o conservadorismo e provocação. Assim, as relações entre a cidade e o seu melhor pintor nem sempre serão pacíficas. Viena é propícia à criação, mas não sem antes uma afirmação premente de revolta contra os preconceitos e tabus vienenses.
Klimt é o segundo de sete filhos de um artista cinzelador e gravador. Apenas com catorze anos já frequentava a Escolas de Artes Decorativas de Viena, na qual permaneceu sete, período que lhe chegou para aprender as várias técnicas que vão desde o mosaico à pintura. Em 1880, juntamente com um seu irmão, Franz Matsch, começa a trabalhar nas alegorias encomendadas para o Palácio Sturany, na capital austríaca. Em 1886, os irmãos Gustav, Ernest e Matsch são convidados a pintar cenas da história do teatro no frontão e nos revestimentos do tecto das escadarias do Burgtheater. Por essa altura, o trabalho de Klimt começa a distanciar-se do dos irmãos. Mais maduro, o pintor não se limita a introduzir os motivos clássicos nas suas obras, antes as enriquece com uma precisão fotográfica que claramente as distingue das demais.
Em 1888, Klimt recebe a Cruz de Ouro de Mérito Artístico das mãos do imperador Francisco José, fruto do reconhecimento dos trabalhos decorativos desenvolvidos no Burgtheater. No entanto, o Ministro da Cultura não hesita em recusar a sua nomeação como professor na Academia de Belas-Artes, em 1893. Por esta altura a obra de Klimt começa a escandalizar. A representação da mulher na sua intimidade e o erotismo nem sempre subtil são demasiado provocadores para a burguesia ou para os intelectuais vienenses. Estes últimos criticam ferozmente uma alegoria de Klimt, que posteriormente, oh, ironia!, vence uma medalha de ouro na Exposição Universal de Paris.
Eis que chega então o momento da revolta oficial contra a “hora da hipocrisia” que se vive em Viena. “Eu quero ser livre e recuso toda a ajuda do Estado!”, afirma Klimt., no ano de 1897, altura em que é eleito presidente do movimento secessionista. Nesse período, as exposições sucedem-se e com elas vêm as críticas. O reconhecimento, não virá, de facto, da sua cidade natal, que se recusa a aceitar o princípio secessionista do “a cada arte a sua liberdade”.
Após a morte da mãe, em
3. Quando questionado acerca da inexistência de um auto-retrato, Klimt respondeu o seguinte: “Não me interesso pela minha pessoa enquanto objecto para um quadro, interesso-me mais, em primeiro lugar, pelas outras pessoas, sobretudo femininas. Estou convicto de que como ser humano não sou uma pessoa interessante. Sou pintor e pinto todos os dias, de manhã à noite, figuras humanas, paisagens e raramente retratos. Se alguém quiser saber algo sobre mim como pintor – que a única coisa que vale a pena ser considerada – esse alguém que observe atentamente as minhas obras e procure descobrir o que eu sou e o que quero”.
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Após a leitura, o educador deverá solicitar aos alunos que respondam as seguintes questões:
Tanto a primeira, quanto a segunda obra abordam o mesmo assunto. Entretanto, quais são as diferenças entre as duas?
Quais das duas obras você se identificou mais? Justifique sua resposta.
Qual é a diferença do assunto abordado pelas duas obras antigamente e na sociedade atual?
- Produção coletiva.
Após realizar todas as discussões, o professor deverá propor aos alunos que realizem uma produção coletiva de um conto sobre o tema “Primeiro beijo”.
- Produção final (Individual).
Neste momento os alunos já terão discutiram sobre o tema e sobre diferentes gêneros, portanto os alunos deverão realizar uma produção individual para que o docente possa analisar o avanço dos alunos sobre o que foi trabalhado.

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